Mundo
Pequim assinala 50 anos da morte de Mao Tsé-Tung
Cinquenta anos depois da morte de Mao Tsé-Tung, a China deixou passar esta quarta-feira a efeméride sem cerimónias oficiais ou destaque na imprensa estatal, apesar da omnipresença simbólica do fundador da República Popular.
Pequim assinala esta quarta-feira os 50 anos da morte de Mao Tsé-Tung - o líder que fundou a Republica Popular da China e que conduziu a revolução comunista que transformou profundamente o país.
Fundador da República Popular da China em 1949, Mao morreu a 9 de setembro de 1976.No entanto, o que chama à atenção dos observadores internacionais - é a ausência de cerimónias oficiais de grande dimensão à volta do aniversário de uma figura central na história recente do país.
A falta de comemorações de grande dimensão nestes 50 anos da morte de Mao Tsé-Tung está a ser explicada com uma prática que vem dos anos 90 - que é a de não organizar comemorações oficiais das datas de morte dos antigos líderes. João Pimenta – Correspondente da Lusa em Pequim
Mas há outra explicação - o facto de Mao continuar a ser uma figura sensível. O Partido Comunista Chinês reconhece que algumas políticas provocaram enormes tragédias humanas.
Além do mausoléu, na praça Tiananmen, há cerimonias marcadas para a terra natal do fundador da China - em Shaoshan.